Arquitetônica
Venustas se refere a beleza da edificação. Há que se notar que Vitrúvio contextualizava o conceito de beleza segundo os conceitos clássicos. Portanto, a venustas foi, ao longo da história, um dos elementos mais polêmicos das várias definições da arquitetura.[1][2] A construção, genericamente, poderia ser definida como a criação de edifícios para fins práticos, como de abrigo. O componente estético não seria assim necessariamente contemplado, ou seja, não se diz que o edifício não é um edifício por sua "beleza". Até há alguns séculos, o fator discriminador era a presença ou não de um projeto teórico, de um desenho. Hoje, essa distinção se tornou um pouco complicada, porque no mundo moderno essas formas de construção espontânea sem design desapareceram e o uso do design também é necessário em obras simples. Pode-se dizer que, para falar de "estética" de uma obra arquitetônica, deve haver uma ideia, um conceito formal, que se soma às considerações estruturais e funcionais, e se torna explícito na forma da obra arquitetônica (nesse sentido, pode existir arquitetura espontânea). Assim, o desejo de expressão do arquiteto, determinado por seus sentimentos estéticos e artísticos, é expresso.

