Destruição criativa
Em economia, destruição criativa ou destruição criadora (em alemão, schöpferische Zerstörung) é um conceito derivado do trabalho de Marx e popularizado pelo austríaco Joseph Schumpeter, em seu livro Capitalismo, Socialismo e Democracia, publicado nos Estados Unidos, em 1942.. O conceito se popularizou no campo do pensamento econômico e, posteriormente da administração de empresas, a partir dos anos 1950. Ganhou força no contexto de ascensão do neoliberalismo e do neoconservadorismo. "Esse processo de destruição criativa é o fato essencial do capitalismo. O capitalismo consiste nesse processo e é nele que toda empresa capitalista tem de viver." (Joseph A. Schumpeter) Ainda que visse as diferentes formas criadas pelo capitalismo, Schumpeter atesta que o sistema estaria fadado a ruir — por meio do mesmo processo que o faz se transformar. Karl Marx tratou largamente da necessidade de movimento constante que rege o capitalismo, de destruir o antigo para criar o novo, a todo tempo recriar suas bases. Sua formulação se conecta com uma tradição filosófica muito popular no pensamento alemão, que poderia remontar a Hegel e seu conceito de aufhebung), no qual as categorias são superadas...


