Definição enciclopédica
O estoicismo também se formou com influências das correntes de pensamento anteriores. Uma de suas máximas era algo já defendido pelo megáricos, que era a negação, ou ao menos a contestação, à noção de uma multiplicidade universal ou de constantes mudanças no cosmos.[1] Com essa simples característica, nota-se a famosa distinção entre estoicismo e epicurismo,[2] na medida em que o primeiro lida com uma ideia de universo e de divindade totalmente ligada a uma unidade (seria o mundo, um só, por exemplo, e o divino, uma força imanente na natureza, da qual seriamos parcelas menores[3]), enquanto que o segundo dedica-se à crença das constantes transformações dos átomos e da multiplicidade de mundos.[4] O estoicismo teve como grande característica a capacidade de se adequar aos contextos em que se encaixava, sobrevivendo durante cinco séculos[5] e tornando-se a corrente filosófica mais influente e duradoura do período helenístico.[6] Dessa longa duração e da pouca importância dada a uma ortodoxia dogmática,[7] surgiu uma variedade de doutrinas dentro da filosofia estoica que articulavam física, ética e lógica de maneiras distintas, criando escalas de importância diferentes entre as três. Houve também quem desconsiderasse uma das três, supondo não haver utilidade, e diversas mudanças ocorreram nas concepções estoicas conforme chegou o período imperial romano. Algo que dificulta a compreensão do estoicismo mais antigo é o fato de as fontes terem sido perdidas e os relatos conhecidos virem de opositores do mesmo.[8]
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