Existência precede a essência
Sartre argumentou que uma proposição central do existencialismo é que a existência precede a essência, o que quer dizer que os indivíduos se moldam ao existir e não podem ser percebidos por meio de categorias preconcebidas e a priori (teóricas, teóricamente), uma "essência". A vida real do indivíduo é o que constitui o que poderia ser chamado de sua "verdadeira essência" em vez de uma essência arbitrariamente atribuída que outros usam para defini-los. Os seres humanos, por meio de suas próprias consciências, criam seus próprios valores e determinam um sentido para suas vidas.[1] Essa visão está em contradição com Aristóteles e Tomás de Aquino, que ensinaram que a essência precede a existência individual.[2] Embora tenha sido Sartre quem cunhou explicitamente a frase, noções semelhantes podem ser encontradas no pensamento de filósofos existencialistas como Heidegger e Kierkegaard: A forma do pensador subjetiva, a forma de sua comunicação, é seu estilo. Sua forma deve ser tão múltipla quanto os opostos que ele mantém juntos. O sistemático eins, zwei, drei (um, dois, três) é uma forma abstrata que também deve inevitavelmente ter problemas sempre que for aplicada ao concreto. No mesmo grau em que o pensador subjetivo é concreto, no mesmo grau sua forma também deve ser concretamente dialética. Mas assim como ele próprio não é um poeta, nem um eticista, nem um dialético, assim também sua forma não é nenhuma dessas diretamente. Sua forma deve primeiro e último estar relacionada à existência, e a esse respeito ele deve ter à sua disposição o poético, o ético, o dialético, o religioso. Caráter subordinado, contexto, etc., que pertencem ao caráter bem equilibrado da produção estética, são em si mesmos amplitude; o pensador subjetivo tem apenas um contexto — existência — e não tem


