CONCEITO
Poder simbólico
Bourdieu define o poder simbólico como um poder de construção da realidade (worldmaking) que tende a estabelecer uma ordem gnoseológica imediata. É o poder de "fazer ver e fazer crer", de confirmar ou transformar a visão de mundo e, consequentemente, a ação sobre o mundo.[1] Este poder é exercido através da nomeação e da classificação. O Estado, por exemplo, detém o monopólio da violência simbólica legítima, atuando como um "banco central de crédito simbólico" que garante atos de autoridade (diplomas, certidões, nomeações). A eficácia desse poder reside no fato de ser "dóxico": a ordem do mundo é aceita como natural porque as estruturas mentais dos dominados estão em acordo com as estruturas sociais da dominação.[2]
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