EntrarMinha conta

Resumo por capítulo

Divina Comédia

Por Dante Alighieri

O resumo de cada capítulo de “Divina Comédia”, de Dante Alighieri.

“Ver oferta” é link de afiliado: a Clara pode ganhar uma comissão, sem custo para você.

104 capítulos · texto em português

Capítulos

  1. 01grafia atualizada (sem resumo)
  2. 02Inferno I
  3. 03Inferno, Canto II
  4. 04Inferno — Canto III
  5. 05Inferno — IV
  6. 06Inferno — Canto V
  7. 07Inferno — Canto VI
  8. 08Inferno, VII
  9. 09Inferno, Canto VIII (sem resumo)
  10. 10IX
  11. 11Inferno — Canto X
  12. 12Inferno XI
  13. 13Inferno — Canto XII
  14. 14Inferno — Canto Treze (sem resumo)
  15. 15Inferno › XIV
  16. 16Canto XV
  17. 17Inferno — Canto XVI
  18. 18Inferno, Canto Dezessete (sem resumo)
  19. 19Inferno — Canto XVIII
  20. 20Inferno, Canto XIX
  21. 21Inferno — Canto XX
  22. 22Inferno, Canto XXI
  23. 23Inferno, Canto XXII
  24. 24Inferno, Canto XXIII
  25. 25Inferno — Canto XXIV
  26. 26Inferno, Canto XXV
  27. 27Inferno — Canto XXVI
  28. 28Inferno, Canto XXVII
  29. 29Inferno — Canto XXVIII
  30. 30Inferno, Canto XXIX
  31. 31Inferno — Canto XXX (sem resumo)
  32. 32Inferno — Canto XXXI
  33. 33Inferno — Canto XXXII (sem resumo)
  34. 34Inferno — Canto XXXIII (sem resumo)
  35. 35Inferno — Canto XXXIV
  36. 36Purgatório — Canto I
  37. 37Purgatório, Canto II
  38. 38Canto III
  39. 39Purgatório — IV
  40. 40Canto V
  41. 41Purgatório, Canto VI
  42. 42Purgatório — Sete
  43. 43Purgatório, Canto VIII
  44. 44Canto IX
  45. 45Purgatório, Canto X
  46. 46Purgatório — Canto XI (sem resumo)
  47. 47Purgatório, Canto XII (sem resumo)
  48. 48Purgatório XIII (sem resumo)
  49. 49Purgatório, Canto XIV
  50. 50Purgatório — XV
  51. 51Purgatório, Canto XVI
  52. 52Purgatório, Canto Dezessete
  53. 53Purgatório XVIII
  54. 54Purgatório, Canto XIX
  55. 55Purgatório XX
  56. 56Purgatório, Canto XXI (sem resumo)
  57. 57Purgatório — Canto XXII (sem resumo)
  58. 58Purgatório — XXIII
  59. 59Purgatório XXIV
  60. 60Purgatório — Canto XXV
  61. 61Purgatório — Canto XXVI
  62. 62Purgatório, Canto Vinte e Sete
  63. 63Purgatório — Canto XXVIII (sem resumo)
  64. 64Purgatório — Canto XXIX
  65. 65Purgatório, Canto Trigésimo
  66. 66Purgatório XXXI (sem resumo)
  67. 67Purgatório — Canto XXXII
  68. 68Purgatório — Canto Trinta e Três
  69. 69Paraíso I
  70. 70Paraíso — Canto II (sem resumo)
  71. 71Paraíso, Canto III
  72. 72Paraíso IV (sem resumo)
  73. 73Paraíso, Canto V
  74. 74Paraíso — VI
  75. 75Paraíso — VII
  76. 76Paraíso — Canto VIII
  77. 77Paraíso, Canto IX
  78. 78Paraíso — X
  79. 79Paraíso — Canto XI
  80. 80Paraíso — Canto XII
  81. 81Paraíso XIII
  82. 82Paraíso, Canto XIV (sem resumo)
  83. 83Paraíso — XV (sem resumo)
  84. 84Paraíso XVI
  85. 85Paraíso — Canto XVII
  86. 86Paraíso XVIII
  87. 87Canto XIX
  88. 88Paraíso — Canto Vinte
  89. 89Paraíso: XXI
  90. 90Paraíso — Canto XXII
  91. 91Paraíso — Canto XXIII
  92. 92Paraíso — Vinte e Quatro
  93. 93Paraíso: Vinte e Cinco
  94. 94Paraíso — Canto XXVI
  95. 95Paraíso — Canto XXVII
  96. 96Paraíso — Canto XXVIII
  97. 97Paraíso — Canto XXIX
  98. 98Paraíso — Trinta
  99. 99Trinta e Um
  100. 100Paraíso — Canto XXXII
  101. 101Paraíso — Canto XXXIII
  102. 102Inferno (sem resumo)
  103. 103Paraíso (sem resumo)
  104. 104Purgatório (sem resumo)

Os resumos

2. Inferno I

No original: Inferno › I

Perdido numa selva escura, Dante encontra a saída ao amanhecer e tenta subir uma colina, mas uma pantera, um leão e uma loba o impedem e o fazem recuar. Quando está prestes a cair de volta no vale, surge Virgílio, que se apresenta como poeta e explica que o guiará pelo Inferno e pelo Purgatório; depois, outro espírito o conduzirá ao Paraíso. Virgílio fala da loba e anuncia que um Lebréu a expulsará. Dante aceita ser guiado, e os dois partem.

3. Inferno, Canto II

No original: Inferno › II

Ao cair da noite, Dante teme não ser digno nem capaz de empreender a viagem ao Inferno e pergunta a Virgílio por que foi escolhido. Virgílio conta que Beatriz lhe pediu ajuda para salvar Dante, depois de ter sido instada por Luzia, a pedido de uma nobre dama do céu. Ele assegura que três mulheres santas cuidam de Dante e o encoraja a vencer o medo. Reanimado, Dante aceita Virgílio como guia e parte com ele pelo caminho difícil.

4. Inferno — Canto III

No original: Inferno › III

Dante e Virgílio chegam à porta do Inferno, onde leem a inscrição que ordena aos que entram abandonar toda esperança. No vestíbulo, encontram as almas dos ignavos e de anjos que não foram fiéis nem rebeldes; elas sofrem picadas de vespas e tavões enquanto seguem uma bandeira. À margem do Aqueronte, Caronte embarca as almas condenadas para levá-las à outra margem, e Virgílio explica que os mortos acorrem ao rio porque a justiça divina os impele. A terra treme, surge uma luz avermelhada e Dante cai sem sentidos.

5. Inferno — IV

No original: Inferno › IV

Despertado por um trovão, Dante chega ao Limbo com Virgílio e ouve que ali padecem, sem tormento físico, os que não foram batizados e os que viveram antes do Cristianismo. Virgílio conta que um guerreiro retirou algumas almas do Limbo e as levou ao céu. Os poetas encontram Homero, Horácio, Ovídio e Lucano; Dante é acolhido entre eles e vê, num castelo luminoso, figuras ilustres da Antiguidade, entre sábios, poetas e governantes. Depois, a companhia se divide, e Dante e Virgílio seguem por outra vereda até um lugar sem luz.

6. Inferno — Canto V

No original: Inferno › V

Dante e Virgílio chegam ao segundo círculo, onde Minos julga as almas e as envia às penas correspondentes. Ali, os luxuriosos são arrastados por um turbilhão incessante; Virgílio aponta entre eles figuras como Semíramis, Cleópatra e Helena. Dante conversa com Francesca de Rimini, que conta como ela e Paolo se apaixonaram ao ler a história de Lancelote e se beijaram, sendo depois mortos por causa desse amor. Comovido pela narrativa e pelo sofrimento dos amantes, Dante desmaia.

7. Inferno — Canto VI

No original: Inferno › VI

No terceiro círculo do Inferno, Dante encontra os gulosos sob uma chuva eterna de granizo, água e neve, enquanto Cérbero os dilacera. Entre eles está Ciacco, florentino, que explica sua condenação pela gula e prevê a vitória e a queda de facções em Florença, atribuindo as discórdias à avareza, ao orgulho e à inveja. Dante pergunta por outros florentinos; Ciacco diz que eles estão entre os condenados mais profundos e pede que seja lembrado aos seus. Ao partir, Dante conversa com Virgílio sobre o destino das almas após o Juízo Final e, ao fim do círculo, encontra Pluto.

8. Inferno, VII

No original: Inferno › VII

Pluto tenta amedrontar Dante com palavras, mas Virgílio o faz calar-se e conduz o discípulo ao quarto círculo. Ali, pródigos e avarentos rolam grandes pesos, chocam-se e trocam injúrias; Virgílio explica a pena e discorre sobre a Fortuna, que distribui e muda os bens do mundo. Em seguida, os poetas descem ao quinto círculo e margeiam o Estige. No pântano, veem os irascíveis lutando na superfície e ouvem, sob as águas, os acidiosos suspirarem no lodo; depois, seguem até uma torre.

10. IX

No original: Inferno › IX

Dante teme que Virgílio não consiga avançar, mas o guia explica que já percorreu o Inferno e conhece o caminho. Diante da cidade de Dite, as Fúrias aparecem e ameaçam invocar Medusa; Virgílio protege Dante, que mantém o rosto virado. Um enviado do Céu chega, dissipa a névoa e abre a porta da cidade com um toque de sua vara. Dentro, Dante vê túmulos em chamas e ouve os lamentos dos hereges e de seus seguidores, sepultados junto aos semelhantes.

11. Inferno — Canto X

No original: Inferno › X

Dante pede a Virgílio que lhe permita ver e conversar com as almas sepultadas nas tumbas abertas; Virgílio explica que ali estão os epicuristas, que negaram a imortalidade da alma. Farinata degli Uberti se ergue de um túmulo e pergunta sobre os antepassados de Dante, enquanto Cavalcante Cavalcanti surge e quer saber onde está seu filho Guido; ao ouvir uma resposta que julga indicar sua morte, volta a cair na sepultura. Farinata discute as lutas entre suas famílias e explica que os condenados conseguem prever o futuro, mas ignoram o presente. Dante pede que Cavalcante saiba que Guido ainda vive e, depois, ouve de Farinata a previsão de seu exílio; Virgílio o conduz então para longe das tumbas.

12. Inferno XI

No original: Inferno › XI

Os poetas chegam à beira do sétimo círculo e param junto ao sepulcro do papa Anastácio para se proteger do mau cheiro. Virgílio explica que o círculo dos violentos se divide em três compartimentos; o oitavo círculo, dos fraudulentos, compõe-se de dez círculos concêntricos; e o nono se divide em quatro compartimentos concêntricos. Ele distingue a violência contra o próximo, contra si mesmo e contra Deus, e explica por que os incontinentes recebem penas menos graves e por que a usura ofende a bondade divina. Depois, os dois seguem em direção à passagem que leva ao precipício.

13. Inferno — Canto XII

No original: Inferno › XII

Dante e Virgílio encontram o Minotauro guardando a descida ao sétimo círculo e conseguem passar enquanto ele se debate. Virgílio explica que um terremoto antigo rompeu as rochas e revela, no vale, um rio de sangue fervente onde são punidos os violentos. Centauros vigiam os condenados e atiram em quem tenta sair; por ordem de Quíron, Nesso guia os poetas e transporta Dante pelo vau. Ao longo do rio, Nesso aponta tiranos e salteadores que sofrem ali, entre eles Átila, Pirro e Sexto.

15. Inferno › XIV

Dante e Virgílio chegam a um campo de areia ardente, onde almas nuas sofrem sob uma chuva de chamas; algumas jazem, outras se sentam ou caminham sem parar. Capaneu, que desafia Deus, continua a blasfemar, e Virgílio explica que sua soberba lhe aumenta o tormento. Depois, os poetas seguem junto a um regato de sangue, e Virgílio conta que as águas infernais vêm das lágrimas de uma estátua em Creta e formam os rios do Inferno. Ele diz que o Letes fica fora do Inferno e que as almas se lavam nele após a penitência.

16. Canto XV

No original: Inferno › XV

Enquanto seguem pela margem do rio, Dante e Virgílio encontram almas que os observam; Brunetto Latini reconhece Dante e pede para acompanhá-lo por algum tempo. Dante conversa com seu antigo mestre, que prevê sua glória e o alerta contra a hostilidade dos florentinos. Brunetto menciona alguns de seus companheiros condenados e pede a Dante que se lembre de seu “Tesouro”. Ao avistar novas almas, afasta-se correndo para reunir-se à sua companhia.

17. Inferno — Canto XVI

No original: Inferno › XVI

Perto de um precipício, Dante e Virgílio encontram três almas condenadas, que se identificam como Guido Guerra, Tegghiaio Aldobrandi e Jacopo Rusticucci. Eles perguntam sobre Florença, e Dante lamenta que a cidade tenha sido tomada por novos habitantes, riqueza, orgulho e vícios. As almas pedem que Dante mantenha viva a memória delas, depois se afastam correndo. Ao ouvirem o estrondo de uma cascata, Virgílio lança ao abismo a corda que Dante trazia; pouco depois, uma figura assustadora sobe pelo ar em direção a eles.

19. Inferno — Canto XVIII

No original: Inferno › XVIII

Dante e Virgílio chegam a Malebolge, o oitavo círculo do Inferno, dividido em dez fossos. No primeiro, alcoviteiros nus caminham sob os açoites de demônios; Dante reconhece Venedico Caccianemico, que confessa ter entregado Ghisola ao desejo do marquês, e Virgílio aponta Jasão, condenado por enganar Hipsífile. Os poetas seguem por uma ponte até o segundo fosso, onde aduladores estão mergulhados em excrementos. Dante reconhece Alessio Interminelli, que admite ter passado a vida bajulando, e Virgílio identifica Taís, a meretriz conhecida por responder com exagerada gratidão ao amante.

20. Inferno, Canto XIX

No original: Inferno › XIX

No terceiro compartimento do oitavo círculo, os simoníacos ficam enterrados de cabeça para baixo em buracos, com os pés queimados por chamas. Dante conversa com o papa Nicolau III, que o confunde com Bonifácio e diz aguardar outros papas condenados por simonia. Indignado, Dante censura a avareza dos papas e recorda que Cristo confiou as chaves a Pedro sem exigir dinheiro. Virgílio o carrega até a ponte sobre a quinta cava.

21. Inferno — Canto XX

No original: Inferno › XX

No quarto compartimento do Inferno, Dante vê os adivinhos e impostores caminharem com o rosto voltado para as costas, chorando. Comovido, ele é repreendido por Virgílio, que lhe mostra Anfiarau, Tirésias, Arons e outros condenados. Virgílio conta a história de Manto e explica a origem de Mântua, sua cidade natal. Em seguida, identifica outros adivinhos, entre eles Eurípilo, Miguel Escotto, Guido Bonati e Asdente, e observa que a lua já está cheia.

22. Inferno, Canto XXI

No original: Inferno › XXI

Dante e Virgílio observam o piche fervente do quinto compartimento, onde são punidos trapaceiros que negociaram cargos públicos ou roubaram aos amos. Um demônio lança no piche um condenado luquense, sem que seu crime seja especificado. Virgílio impede que os demônios ataquem os viajantes e obtém de Malacoda a orientação de que a sexta ponte está destruída. Malacoda designa dez demônios para escoltá-los pelo aterro, embora Dante tema a hostilidade deles.

23. Inferno, Canto XXII

No original: Inferno › XXII

Os poetas veem os trapaceiros emergindo do piche fervente e os demônios capturam um deles, Ciampolo, de Navarra. Interrogado por Virgílio, ele conta que serviu ao rei Tebaldo e revela nomes de outros condenados; depois, promete fazer surgir mais pecadores se os demônios se afastarem. Alichino desafia Ciampolo a escapar, e o navarro salta no piche, enquanto o demônio não consegue alcançá-lo. Calcabrina, furioso, ataca Alichino; os dois caem no piche e ficam presos, e os outros demônios tentam soltá-los com croques.

24. Inferno, Canto XXIII

No original: Inferno › XXIII

Temendo que os diabos os persigam, Dante e Virgílio descem por um declive até a sexta vala; os demônios chegam ao alto, mas a Providência os impede de entrar nela. Ali encontram os hipócritas, que caminham lentamente sob capas douradas por fora e revestidas de chumbo por dentro. Dois deles, os bolonheses Catalano e Loderigo, conversam com os poetas e mostram a ruína pela qual podem subir, embora Virgílio perceba que a indicação anterior do demônio era enganosa. Catalano explica o castigo de um condenado crucificado no chão, e Virgílio parte irritado, seguido por Dante.

25. Inferno — Canto XXIV

No original: Inferno › XXIV

Dante e Virgílio atravessam uma encosta íngreme até o compartimento dos ladrões. Ali, serpentes prendem e mordem os condenados; um deles arde em chamas, vira cinzas e logo recupera a forma. Interrogado por Virgílio, Vanni Fucci revela que foi condenado por roubar objetos de uma igreja. Por vergonha e despeito, anuncia a Dante que os Brancos serão derrotados após um combate no campo de Piceno.

26. Inferno, Canto XXV

No original: Inferno › XXV

Vanni Fucci desafia Deus com um gesto obsceno, mas serpentes o imobilizam; em seguida, o centauro Caco passa à procura dele. Três espíritos chegam, e Dante presencia uma serpente fundir-se com Agnel, transformando os dois numa só criatura. Depois, outra serpente e um dos condenados trocam de forma: o homem se torna réptil, e o réptil assume forma humana. Dante reconhece Puccio Sciancato, que não foi transformado, e menciona que o outro condenado causou a Gaville grande sofrimento.

27. Inferno — Canto XXVI

No original: Inferno › XXVI

No oitavo compartimento, Dante vê numerosas chamas que encerram as almas dos maus conselheiros. Em uma chama dividida estão Ulisses e Diômedes, condenados pelas fraudes que cometeram. A pedido de Dante, Ulisses conta que, após deixar Circe, navegou com poucos companheiros para além do estreito de Hércules, incitando-os a explorar o mundo desconhecido. Quando avistaram uma grande montanha, um vendaval atingiu o navio e o afundou, matando todos.

28. Inferno, Canto XXVII

No original: Inferno › XXVII

Uma alma em chamas pergunta a Dante se há paz na Romanha, e ele descreve a situação das cidades e de seus governantes. A alma se identifica como Guido de Montefeltro: depois de ser homem de armas, tornou-se franciscano, mas o papa Bonifácio VIII pediu-lhe um conselho ardiloso para vencer Palestrina, prometendo absolvê-lo de antemão. Guido conta que, após sua morte, um anjo e um demônio disputaram sua alma; o demônio o levou a Minos, que o condenou a permanecer numa chama. Depois, Dante e Virgílio seguem até o nono fosso, onde veem os que semearam discórdia.

29. Inferno — Canto XXVIII

No original: Inferno › XXVIII

No nono compartimento, Dante encontra os semeadores de cismas e escândalos, entre eles Maomé, que lhe pede que avise Frei Dolcino para se preparar antes que a neve favoreça seus inimigos. Pier de Medicina pede que Dante avise dois nobres de Fano de que serão lançados ao mar por ordem de um tirano e indica Cúrio como aquele que aconselhou César a agir sem demora. Mosca se identifica e recorda sua frase sobre a ação que levou à morte de sua família. Por fim, Bertran de Born, que carrega a própria cabeça, conta que fomentou a inimizade entre o jovem rei e seu pai e que, por isso, foi separado de sua cabeça.

30. Inferno, Canto XXIX

No original: Inferno › XXIX

No décimo compartimento de Malebolge, Dante vê os falsários cobertos de úlceras e atormentados por prurido, enquanto se arranham sem parar. Virgílio explica que Dante havia observado Geri del Bello, seu parente, que se afastara sem falar. Dois condenados se identificam como italianos; um deles conta que era de Arezzo e que Alberto de Siena o mandou queimar por tentar aprender a voar, mas foi condenado por alquimia. O outro se apresenta como Capocchio, alquimista que falsificava metais e imitava a natureza.

32. Inferno — Canto XXXI

No original: Inferno › XXXI

Ao se aproximarem do poço que leva ao último círculo, Dante e Virgílio veem gigantes presos até a cintura. Virgílio explica que um deles é Nemrod, cuja fala ninguém entende, e identifica Efialto, acorrentado por ter desafiado Júpiter. Depois, pede a Anteu que os leve ao fundo, elogiando sua força e lembrando suas façanhas. Anteu os deposita junto ao assento de Judas e Lúcifer e, só então, endireita o corpo.

35. Inferno — Canto XXXIV

No original: Inferno › XXXIV

Dante e Virgílio chegam à Judeca, onde os traidores estão presos no gelo, e encontram Lúcifer no centro do Inferno. Com três faces e enormes asas que congelam o lago, ele devora Judas, Bruto e Cássio. Por ordem de Virgílio, Dante se agarra ao corpo de Lúcifer, e ambos descem até o centro da Terra; ao atravessá-lo, mudam de hemisfério. Seguindo o curso de um regato por uma passagem na rocha, deixam o Inferno e voltam a ver as estrelas.

36. Purgatório — Canto I

No original: Purgatório › I

Ao sair do Inferno, Dante contempla o céu estrelado e encontra Catão, guardião da ilha do Purgatório. Virgílio explica que guia Dante, ainda vivo, por ordem do Céu, para que ele conheça as almas e alcance a liberdade. Catão permite que sigam, mas manda lavar o rosto de Dante e cingi-lo com um junco. Na praia, Virgílio remove a sujeira do rosto do viajante, e o junco arrancado para o cinto torna a crescer.

37. Purgatório, Canto II

No original: Purgatório › II

Dante e Virgílio permanecem na praia quando chega uma barca conduzida por um anjo, trazendo almas destinadas ao Purgatório. Entre elas está Casella, amigo de Dante, que explica por que demorou a chegar e, a pedido do poeta, canta uma canção; todos ficam absortos em sua voz. Catão aparece e repreende o grupo por permanecer ocioso, ordenando que suba o monte para se purificar. As almas abandonam o canto e correm em direção à costa, seguidas por Dante e Virgílio.

38. Canto III

No original: Purgatório › III

Enquanto procuram uma subida para o monte, Dante teme ter perdido Virgílio, que explica que os limites da razão humana impedem compreender plenamente os mistérios divinos. Eles encontram almas que indicam o caminho e se espantam ao ver que Dante projeta uma sombra. Uma delas se apresenta como Manfredo, ferido mortalmente, que conta ter se arrependido e pedido perdão a Deus antes de morrer. Embora tenha sido excomungado, foi acolhido pela misericórdia divina; agora, porém, deve permanecer no sopé do monte por trinta vezes o período em que viveu em contumácia, salvo se as preces dos vivos o ajudarem.

39. Purgatório — IV

No original: Purgatório › IV

Dante e Virgílio sobem por uma trilha íngreme até uma encosta, onde Virgílio explica por que o Sol parece mover-se à esquerda. À sombra de um rochedo, encontram almas que adiaram o arrependimento, entre elas Belacqua. Ele diz que foi preguiçoso em vida e que só se arrependeu quando viu a morte chegar; ainda deve esperar antes de subir, embora possa ser ajudado pelas orações dos vivos. Virgílio chama Dante a prosseguir, pois o Sol já está no meio-dia.

40. Canto V

No original: Purgatório › V

Enquanto seguem pela encosta, Dante e Virgílio encontram almas mortas violentamente que se arrependeram no fim da vida e perdoaram seus inimigos. Jacopo del Cassero pede a Dante que solicite orações de seus familiares em Fano e conta como foi morto por ordem do marquês d’Este. Buonconte de Montefeltro relata que, após invocar Maria no último suspiro, um anjo salvou sua alma, enquanto uma tempestade arrastou seu corpo até o Arno. Por fim, Pia pede que Dante se lembre dela quando voltar ao mundo dos vivos.

41. Purgatório, Canto VI

No original: Purgatório › VI

Dante promete às almas que pedem suas orações que não as esquecerá ao voltar ao mundo dos vivos. Ele pergunta a Virgílio como as preces podem ajudar os mortos, e o guia explica que o amor pode abreviar a espera, embora a razão completa lhe seja revelada por Beatriz. Ao ouvir que Virgílio nasceu em Mântua, Sordello o abraça, e o encontro leva Dante a lamentar as guerras e divisões da Itália, a ausência do imperador e o abandono de Roma. Por fim, ele critica Florença pela instabilidade de suas leis, costumes e governo.

42. Purgatório — Sete

No original: Purgatório › VII

Sordello reconhece Virgílio e o recebe com grande afeto; Virgílio explica que percorre o reino dos mortos e pergunta como chegar ao Purgatório. Sordello diz que a noite impede a subida, mas não a descida, e os conduz a um vale. Ali, os espíritos cantam “Salve Regina”, e Sordello indica vários reis e governantes, comentando suas virtudes, seus herdeiros e as terras que sofrem sob seus governos.

43. Purgatório, Canto VIII

No original: Purgatório › VIII

Ao cair da noite, as almas cantam um hino e dois anjos descem para proteger o vale de uma serpente, que foge quando eles a perseguem. Dante reencontra Nino Visconti, que pede que sua filha reze por ele e comenta a nova união de sua esposa. Depois, Conrado Malaspina pergunta a Dante sobre Lunigiana; Dante elogia a família e os feitos dos Malaspina, e Conrado prevê que ele confirmará pessoalmente essa boa reputação antes de muito tempo.

44. Canto IX

No original: Purgatório › IX

Ao amanhecer, Dante adormece e sonha que uma águia o arrebata; ao despertar, Virgílio lhe conta que Luzia o carregou até a entrada do Purgatório. Guiado por Virgílio, Dante encontra um anjo sentado junto à porta, que lhe grava sete “P” na testa após ele pedir entrada. O anjo abre a porta com duas chaves, explica que recebeu de Pedro a incumbência de acolher os que pedem com fervor e adverte Dante a não olhar para trás. Ao atravessarem a entrada, eles ouvem um canto que Dante identifica como o “Te Deum laudamus”.

45. Purgatório, Canto X

No original: Purgatório › X

Dante e Virgílio chegam à primeira cornija do Purgatório e contemplam, na escarpa de mármore, cenas de humildade: a Anunciação, a dança de Davi diante da Arca e Trajano atendendo uma viúva. Virgílio chama a atenção de Dante para as almas que se aproximam, curvadas sob grandes pedras. São os soberbos, cujo peso varia conforme a gravidade de sua culpa; alguns gemem e choram sob o fardo.

49. Purgatório, Canto XIV

No original: Purgatório › XIV

Dante conversa com Guido del Duca e Rinieri de Calboli, duas almas que cumprem penitência por inveja. Guido revela que foi consumido por esse pecado e lamenta a degeneração das famílias nobres da Romanha; Rinieri, por sua vez, descreve a corrupção dos habitantes do vale do Arno e prevê a violência de um descendente de Dante contra seus moradores. Depois, as almas ouvem gritos que recordam castigos ligados à inveja. Virgílio explica que essas vozes são freios para conter os homens, que desviam o olhar das coisas celestes para as terrenas.

50. Purgatório — XV

No original: Purgatório › XV

Ao chegar ao terceiro compartimento, Dante é ofuscado por uma luz e ouve o anjo indicar a passagem, enquanto vozes cantam sobre misericórdia e alegria. Conversando com Virgílio, pergunta como os bens compartilhados podem aumentar a felicidade; o guia explica que, no céu, a caridade cresce quando se estende a muitos. Em seguida, Dante tem visões de exemplos de mansuetude e perdão: uma mãe que procura o filho, a resposta serena de Pisístrato e um mártir que pede a Deus que perdoe seus perseguidores. Ao despertar, conta as visões a Virgílio e segue com ele até que um fumo espesso lhes obscurece a vista e o ar.

51. Purgatório, Canto XVI

No original: Purgatório › XVI

Dante atravessa, guiado por Virgílio, a fumaça espessa que envolve os iracundos e conversa com Marco Lombardo. Ao perguntar por que o mundo se corrompeu, ouve que os seres humanos têm livre-arbítrio e que a causa principal é o mau governo, não uma inclinação inevitável ao mal. Marco afirma que Roma deveria manter separados os poderes espiritual e temporal, mas a união entre o báculo do bispo e a espada do guerreiro prejudicou ambos; recorda ainda homens virtuosos de tempos passados. Quando Dante pergunta por Gherardo, Marco responde que não conhece seu sobrenome e se despede, pois a fumaça está clareando e o anjo se aproxima.

52. Purgatório, Canto Dezessete

No original: Purgatório › XVII

Ao sair do fumo, Dante tem visões de exemplos de ira punida, entre eles uma figura transformada em ave, um homem crucificado e uma jovem que lamenta a morte da mãe. Um anjo os orienta a subir a escada e proclama venturoso quem ama a paz. Como a noite chega, Dante e Virgílio param no alto; Virgílio explica que o amor é origem das virtudes e dos vícios, distinguindo o amor natural do que pode errar por seu objeto ou por excesso e falta. Ele descreve três formas de amor voltadas ao mal do próximo e afirma que também há amor desregrado pelo bem.

53. Purgatório XVIII

No original: Purgatório › XVIII

Virgílio explica que o amor nasce da atração da alma pelo que lhe dá prazer, mas que o livre-arbítrio permite acolher ou rejeitar seus impulsos, tornando possível o mérito. Enquanto conversam, almas dos preguiçosos passam correndo e proclamam exemplos de diligência e de negligência punida. Uma delas se identifica como antigo abade de São Zeno, em Verona, e lamenta que o mosteiro tenha sido confiado a um filho indigno. Depois que os espíritos se afastam, Dante é tomado pelo sono.

54. Purgatório, Canto XIX

No original: Purgatório › XIX

Dante sonha com uma mulher disforme que, ao ser observada, se torna bela e canta como sereia; uma dama santa rasga-lhe as vestes, revelando seu ventre repulsivo, e Virgílio explica que ela representa a antiga tentação que seduz os homens. Despertado, Dante sobe com Virgílio ao quinto círculo, onde os avarentos jazem de bruços, presos ao chão por sua culpa. Ali conversa com o papa Adriano V, que explica que a punição corresponde à avareza que o afastou de Deus e pede que Dante recomende sua sobrinha Alagia.

55. Purgatório XX

No original: Purgatório › XX

Dante e Virgílio ouvem uma alma recordar exemplos de pobreza e generosidade, e ela se identifica como Hugo Capeto. Ele condena a avareza e denuncia os crimes e a cobiça de seus descendentes, explicando que as almas evocam exemplos virtuosos durante o dia e exemplos de ganância à noite. Depois que os poetas se afastam, o monte treme e as almas entoam “Gloria in excelsis Deo”; Virgílio tranquiliza Dante, que permanece confuso e receoso.

58. Purgatório — XXIII

No original: Purgatório › XXIII

Dante e Virgílio encontram no sexto círculo uma turba de almas consumidas pela fome e pela sede, que se purificam diante de árvores carregadas de frutos e água. Dante reconhece Forese Donati, que explica a penitência e conta que as orações de sua esposa Nella o fizeram subir mais depressa ao Purgatório. Forese louva a virtude dela e censura a impudicícia das mulheres florentinas, prevendo que serão repreendidas por isso. A pedido de Forese, Dante explica que está vivo, acompanhado por Virgílio, e que seguirá com ele até encontrar Beatriz.

59. Purgatório XXIV

No original: Purgatório › XXIV

Forese mostra a Dante outras almas que expiam a gula e identifica entre elas Bonagiunta de Lucca. Bonagiunta fala de Gentucca, por quem Dante amará Lucca, e elogia a poesia que segue a inspiração do amor; Dante reconhece a diferença entre esse estilo e o dos poetas anteriores. Forese parte e diz que em breve será claro o que não pôde explicar. Dante e seus guias chegam a outra árvore, ouvem exemplos de intemperança e, ao passar por um anjo, recebem a indicação do caminho e uma exortação contra a gula.

60. Purgatório — Canto XXV

No original: Purgatório › XXV

Enquanto sobem por uma passagem estreita, Dante pergunta como as almas podem emagrecer se não precisam de alimento. Estácio explica a geração do corpo e da alma, descreve como a alma conserva suas faculdades após a morte e assume uma forma que sente e manifesta seus desejos, esclarecendo assim a magreza. Chegados ao último compartimento, os viajantes encontram almas caminhando entre chamas, enquanto cantam sobre exemplos de castidade. Virgílio recomenda que Dante avance com cautela junto ao fogo e ao precipício.

61. Purgatório — Canto XXVI

No original: Purgatório › XXVI

Dante e Virgílio percorrem a borda do fogo que purifica os luxuriosos. As almas se espantam ao ver que Dante projeta sombra; ele explica que está vivo e pergunta sobre os penitentes. Uma delas conta que aquele grupo expia o pecado contra a natureza e se identifica como Guido Guinicelli, a quem Dante manifesta grande admiração. Guido aponta Arnaldo Daniel como superior na língua materna e pede que Dante reze por ele; Arnaldo se apresenta, lamenta os erros passados e espera o dia da alegria, antes de retornar ao fogo.

62. Purgatório, Canto Vinte e Sete

No original: Purgatório › XXVII

Um anjo manda Dante atravessar as chamas, e Virgílio o encoraja dizendo que Beatriz está além delas. Depois de cruzarem o fogo, os poetas começam a subir a escada; ao escurecer, param para descansar, e Dante adormece enquanto contempla as estrelas. Em sonho, Lia fala de seu trabalho, enquanto Raquel contempla a própria beleza. Ao amanhecer, retomam a subida e chegam ao topo, onde Virgílio declara que Dante está livre para seguir sua vontade e governar a si mesmo.

64. Purgatório — Canto XXIX

No original: Purgatório › XXIX

Enquanto caminha pela floresta junto à dama, Dante vê uma luz intensa e ouve um canto harmonioso. Aproximam-se sete candelabros, seguidos por vinte e quatro anciões, quatro animais alados e um carro triunfal puxado por um grifo, acompanhado por diferentes grupos de figuras. Ao chegar diante de Dante, o carro e toda a procissão param ao som de um trovão.

65. Purgatório, Canto Trigésimo

No original: Purgatório › XXX

Beatriz chega ao carro entre anjos e bem-aventurados, enquanto Virgílio desaparece. Ela repreende Dante por seus desvios; envergonhado, ele chora, e os anjos cantam para consolá-lo. Beatriz explica que Dante, embora tivesse recebido dons e sido guiado por ela, abandonou o caminho virtuoso após sua morte e se deixou atrair por falsas imagens. Ela conta que, para salvá-lo do perigo eterno, pediu a Virgílio que o conduzisse pelo Inferno e afirma que ele precisava pagar suas faltas com lágrimas antes de provar as águas do Letes.

67. Purgatório — Canto XXXII

No original: Purgatório › XXXII

Dante acompanha a procissão até uma árvore sem folhas, onde o grifo prende o carro; a árvore floresce, e Dante adormece ao som de um canto. Ao despertar, encontra Beatriz sentada junto à árvore e, a pedido dela, observa o carro. Uma águia ataca o carro, uma raposa é expulsa por Beatriz, a águia deixa penas sobre ele e um dragão arranca parte de sua estrutura; em seguida, o carro se transforma. Por fim, surgem uma meretriz sentada no carro e um gigante ao seu lado, que, tomado de ciúme, o desprende e o leva para a floresta.

68. Purgatório — Canto Trinta e Três

No original: Purgatório › XXXIII

Beatriz anuncia que um enviado, indicado por um enigma, punirá os culpados pela profanação da árvore sagrada; separadamente, prevê que a Igreja e a Itália serão libertadas da servidão e da corrupção. Ela ordena a Dante que grave suas palavras e ensine aos vivos o que viu. Depois, esclarece que o rio é o Eunoé e pede a Matilde que conduza Dante até suas águas e o mergulhe nelas. Fortalecido pela imersão, ele se sente pronto para subir às estrelas.

69. Paraíso I

No original: Paraíso › I

Dante invoca Apolo e narra sua ascensão do Paraíso Terrestre ao Céu com Beatriz. Ao vê-la fitar o Sol, também o contempla e sente seu ser transformar-se; logo, ambos são elevados pelos céus. Confuso por atravessar corpos leves e acreditar ainda estar na Terra, Dante pergunta como isso é possível. Beatriz explica que todas as criaturas seguem a ordem divina e tendem ao seu princípio, como o fogo que naturalmente sobe; por isso, livre de impedimentos, ele ascende ao Céu.

71. Paraíso, Canto III

No original: Paraíso › III

Na esfera da Lua, Dante vê almas que não cumpriram plenamente seus votos e conversa com Picarda Donati. Ela explica que os bem-aventurados desejam apenas o que lhes cabe, pois sua vontade está em harmonia com a de Deus. Picarda conta que foi arrancada à força do convento e indica Constança, também retirada do claustro, que permaneceu fiel ao estado religioso. Depois de cantar o hino da Ave, Picarda desaparece, e Dante volta o olhar para Beatriz.

73. Paraíso, Canto V

No original: Paraíso › V

Beatriz explica que o voto é um pacto entre a vontade humana e Deus: sua matéria pode ser substituída sob condições, mas o compromisso não deve ser alterado levianamente. Ela adverte os cristãos a ponderarem bem antes de fazer votos e a cumprirem o que prometem. Em seguida, Beatriz e Dante chegam à esfera de Mercúrio, onde espíritos luminosos os recebem. Um deles oferece responder às perguntas de Dante; quando o poeta pergunta quem é e por que está naquela esfera, o espírito brilha ainda mais e começa a responder.

74. Paraíso — VI

No original: Paraíso › VI

A alma de Justiniano conta a história da Águia imperial, desde Enéias até Carlos Magno, para defender a santidade de sua autoridade e condenar os que se opõem a ela. Explica que os espíritos do céu de Mercúrio buscaram fama e honra na vida terrena, embora seu amor a Deus tenha sido menos intenso. Entre eles está Romeu, que serviu ao conde Raimundo Beranguer e ajudou a enriquecer sua casa. Acusado injustamente de ter aumentado os recursos do conde, Romeu deixou a corte pobre e idoso, sem receber o reconhecimento que merecia.

75. Paraíso — VII

No original: Paraíso › VII

Os bem-aventurados desaparecem, e Beatriz explica que o pecado afastou a humanidade de Deus e que o homem não podia reparar a falta por si mesmo. Cristo, ao assumir a natureza humana e sofrer a crucificação, reuniu misericórdia e justiça: puniu o pecado e tornou possível a redenção da humanidade. Beatriz esclarece que a liberdade e a imortalidade procedem diretamente de Deus e que o pecado faz o homem perder a semelhança divina. Por fim, explica que os anjos e os céus foram criados íntegros e puros, enquanto a vida humana vem diretamente de Deus e a ressurreição decorre dessa origem.

76. Paraíso — Canto VIII

No original: Paraíso › VIII

Dante e Beatriz chegam a Vênus, onde um espírito revela ser Carlos Martelo e afirma que, se tivesse vivido mais, certos males futuros não teriam ocorrido. Ele conta que deveria governar territórios na França, na Itália e na Sicília, e diz que seu irmão deveria ter evitado a avareza dos catalães a seu serviço. Em resposta à dúvida de Dante sobre como bons pais podem ter filhos de índole diferente, Carlos explica que a providência ordena os céus e a diversidade de aptidões humanas, necessária à vida em sociedade. Conclui que a natureza pode produzir resultados ruins quando contrariada e que o mundo seria melhor se respeitasse suas inclinações.

77. Paraíso, Canto IX

No original: Paraíso › IX

Cunizza anuncia que, na região entre o Rialto e as nascentes do Brenta e do Piave, surgirá uma centelha que se tornará uma tempestade de fogo e devastará a região. Ela prevê conflitos e traições em Pádua e Feltre e afirma que a fama de uma alma próxima perdurará por séculos. Folco de Marselha se apresenta, fala de sua antiga paixão e aponta Raab, que favoreceu a conquista da Terra Santa pelos hebreus. Por fim, condena a corrupção da Igreja, que abandonou o Evangelho e se ocupa das Decretais, e prevê que Roma será em breve libertada desse mal.

78. Paraíso — X

No original: Paraíso › X

O Poeta contempla a ordem do Universo e, sem perceber, é elevado ao Sol, onde Beatriz o convida a agradecer a Deus. Doze espíritos luminosos formam uma coroa ao redor dele; Tomás de Aquino se apresenta e identifica os sábios que a compõem, entre eles Alberto Magno, Graciano, Pedro Lombardo, Salomão, Dionísio, Paulo, Boécio, Beda, Isidoro, Ricardo e Siger. Depois de revelar os nomes, os espíritos giram e cantam com grande suavidade.

79. Paraíso — Canto XI

No original: Paraíso › XI

Dante contempla como os mortais se ocupam de ambições terrenas, enquanto ele ascende ao céu com Beatriz. São Tomás explica que a Providência enviou dois príncipes para guiar a Igreja e narra a vida de Francisco de Assis, que se uniu à pobreza, reuniu companheiros e recebeu a aprovação de Inocêncio III e depois de Honório. Francisco anunciou Cristo diante do sultão e, ao retornar à Itália, recebeu os estigmas; ao morrer, confiou sua comunidade aos irmãos. São Tomás conclui que o patriarca franciscano recebeu a missão de conduzir a barca de Pedro, mas muitos de seus seguidores se desviaram, e poucos permaneceram fiéis à pobreza.

80. Paraíso — Canto XII

No original: Paraíso › XII

Após a fala de Tomás de Aquino, outra coroa de doze espíritos se une à primeira. Boaventura louva Domingos, recordando seu nascimento em Calaroga, sua dedicação à fé e sua missão de combater heresias e fortalecer a Igreja. Em seguida, lamenta que os seguidores de Francisco tenham se afastado dos passos do fundador e critica os rumos de sua ordem. Por fim, apresenta os espíritos que compõem sua coroa, entre eles Hugo de São Vítor, Pedro Lombardo, João Crisóstomo e Joaquim de Fiore.

81. Paraíso XIII

No original: Paraíso › XIII

Duas coroas de espíritos celestes dançam em torno de Dante e, após o canto, Tomás de Aquino responde à sua dúvida sobre a ciência de Salomão. Explica que Adão e Cristo receberam de Deus a perfeição máxima, enquanto Salomão pediu sabedoria para governar com prudência, não conhecimento de todas as coisas. Tomás adverte que a natureza e as circunstâncias limitam a perfeição das criaturas e que é preciso distinguir antes de afirmar ou negar. Juízos apressados podem enganar, e ninguém deve antecipar o julgamento de Deus, pois alguém pode se erguer enquanto outro cai.

84. Paraíso XVI

No original: Paraíso › XVI

Dante reconhece Cacciaguida como pai e pede que conte sua origem, sua época e a vida dos antigos florentinos. Cacciaguida informa quando nasceu e descreve uma Florença menor, na qual havia menos habitantes e as famílias locais viviam sem a mistura que, segundo ele, trouxe danos à cidade. Recorda antigas famílias nobres e cidadãos ilustres, muitos já decadentes, e lamenta a corrupção, a ambição e as divisões que marcaram a cidade. Também censura Buondelmonte por recusar um casamento, decisão ligada ao fim da paz florentina; conclui que Florença já vivera unida e próspera.

85. Paraíso — Canto XVII

No original: Paraíso › XVII

Dante pergunta a Cacciaguida sobre o futuro, e ele prevê que será expulso de Florença, perseguido e obrigado a provar a amargura do exílio. Diz que um nobre lombardo o acolherá com generosidade e terá o nome engrandecido pela fama. Dante teme que contar o que viu e ouviu lhe traga inimizades e o impeça de encontrar abrigo. Cacciaguida o aconselha a revelar toda a visão sem mentir: suas palavras poderão ser amargas no começo, mas servirão de alimento e darão lustre ao seu nome.

86. Paraíso XVIII

No original: Paraíso › XVIII

Beatriz consola o Poeta e lhe mostra, na cruz, espíritos que combateram pela fé, entre eles Josué, o Macabeu, Carlos Magno e Orlando. Os dois chegam à esfera de Júpiter, onde almas luminosas formam as palavras “Amai a justiça, vós que julgais a terra” e, depois, uma águia. O Poeta contempla a justiça celeste e pede que a Mente divina esclareça a causa que obscurece o brilho de Júpiter e se volte contra os que negociam no templo. A milícia celestial é convocada a rogar pelos que se desviam na Terra, onde a guerra agora consiste em tirar dos combatentes o pão que Deus lhes deu.

87. Canto XIX

No original: Paraíso › XIX

Dante pergunta à Águia se pode ser condenado um homem virtuoso que viveu junto ao Indo sem conhecer Cristo, sem fé nem batismo. A Águia responde que a visão humana é limitada e não pode julgar a justiça divina; só a vontade de Deus é plenamente justa. Afirma que alguns que professam Cristo estarão mais distantes dele no juízo do que quem nunca o conheceu. Em seguida, denuncia a corrupção e os vícios de vários reis cristãos e prevê que serão expostos e condenados.

88. Paraíso — Canto Vinte

No original: Paraíso › XX

A Águia revela que Davi brilha em sua pupila e identifica os cinco espíritos do sobrolho: Trajano, Ezequias, Constantino, Guilherme e Rifeu. Explica que Trajano voltou à vida após a morte, creu em Cristo e alcançou a salvação; Rifeu recebeu, pela graça, revelação sobre a redenção futura e abraçou a fé. Dante se espanta com a presença de homens que julgava gentios entre os eleitos, e a Águia ensina que a graça e a predestinação são mistérios cujo alcance os mortais não podem compreender por completo. Os bem-aventurados se alegram em querer tudo o que Deus quer.

89. Paraíso: XXI

No original: Paraíso › XXI

Dante chega ao céu de Saturno e vê uma escada altíssima por onde descem almas resplandecentes. Beatriz explica que, nessa esfera, não sorri para ele, e uma dessas almas lhe diz que ali não se canta: os bem-aventurados se comunicam por vozes e luzes. O espírito, Pedro Damião, fala da impossibilidade de compreender os desígnios divinos da predestinação e conta sua vida contemplativa, lamentando a corrupção dos religiosos. Ao fim, numerosas luzes descem pela escada, cercam Pedro Damião e falam em voz tão alta que Dante não consegue entender o que dizem.

90. Paraíso — Canto XXII

No original: Paraíso › XXII

Beatriz repreende o Poeta por se assustar com um grito e manda que olhe para os espíritos famosos. São Bento apresenta seus companheiros e lamenta a corrupção da vida monástica e o abandono da regra; depois, responde ao desejo do Poeta de contemplar os bem-aventurados sem véu, dizendo que isso será possível na esfera mais alta. A santa comunidade se afasta, e o Poeta sobe com Beatriz à esfera das Estrelas Fixas. De lá, contempla as esferas celestes e a Terra, cujo aspecto lhe parece vil.

91. Paraíso — Canto XXIII

No original: Paraíso › XXIII

Beatriz aponta a milícia triunfante de Cristo e a luz divina que Dante mal consegue contemplar. Ela o convida a observar o jardim celeste, onde a Rosa é Maria; então uma chama desce do céu, toma a forma de coroa e gira ao redor dela. Gabriel se apresenta como amor angélico e anuncia que continuará a girar enquanto Maria sobe para junto do Filho. Os demais esplendores proclamam o nome de Maria e, ao subirem, cantam em harmonia o “Regina coeli”.

92. Paraíso — Vinte e Quatro

No original: Paraíso › XXIV

Beatriz pede aos santos que auxiliem Dante e solicita a São Pedro que o interrogue sobre a Fé. Dante define a Fé como substância do que se espera e argumento do que não se vê, explicando que nela acredita pela revelação do Espírito Santo nas Escrituras e pelos milagres. Depois, professa sua crença em um Deus onipotente e eterno, em três Pessoas e uma essência, conforme a doutrina evangélica. São Pedro aprova suas respostas, abençoa-o e o envolve três vezes com seu esplendor.

93. Paraíso: Vinte e Cinco

No original: Paraíso › XXV

São Tiago pergunta a Dante o que é a Esperança, como ela se acendeu nele e de onde veio; Beatriz responde que Dante é o mais ardente filho da Igreja nessa virtude, e Dante explica que ela é a expectativa certa da glória, sustentada pela graça e pelo mérito, e que a Escritura a inspirou. Depois, aproxima-se São João Evangelista, identificado por Beatriz, e Dante fica deslumbrado com sua luz. São João afirma que seu corpo permanece na Terra até que se complete o número determinado pelo propósito eterno e pede que Dante divulgue essa verdade.

94. Paraíso — Canto XXVI

No original: Paraíso › XXVI

São João interroga Dante sobre a Caridade, e ele explica que ama a Deus por ser o Bem supremo e por tudo o que recebeu dele; a corte celeste celebra sua resposta. Beatriz restaura a visão de Dante, que então percebe uma quarta luz: a alma de Adão. Adão responde às perguntas do poeta, esclarecendo que a desobediência, e não apenas o fruto, motivou sua expulsão do Paraíso, e informa quanto tempo esperou por sua reunião com os bem-aventurados. Também explica que a língua que falava deixou de existir antes da construção da torre de Nemrod e que, no monte do Paraíso terrestre, viveu da primeira à sétima hora do dia.

95. Paraíso — Canto XXVII

No original: Paraíso › XXVII

São Pedro condena os maus pastores da Igreja, que acumulam riquezas, provocam guerras e transformam seu lugar em fonte de sangue e corrupção; os santos aprovam suas palavras, e Beatriz também se altera. O apóstolo prevê que Deus socorrerá a Igreja e pede a Dante que, ao voltar à Terra, revele a denúncia. Depois que os espíritos luminosos se afastam, Beatriz explica a Dante a natureza do Primeiro Móvel e como dele deriva o movimento dos outros céus. Ela lamenta a cobiça e a corrupção dos homens, mas anuncia que uma mudança próxima fará a humanidade retomar o bom caminho.

96. Paraíso — Canto XXVIII

No original: Paraíso › XXVIII

Dante vê um ponto de luz intensíssima, cercado por nove círculos luminosos, e Beatriz explica que o ponto é Deus e os círculos são os coros angélicos. Quanto mais perto do ponto, mais rapidamente os círculos giram, pois são movidos por amor mais ardente; também brilham mais por receberem maior participação na luz divina. Beatriz explica a relação entre a virtude das inteligências celestes e o movimento e a grandeza dos céus, e distingue os coros em três hierarquias: Serafins, Querubins e Tronos; Dominações, Virtudes e Potestades; Principados, Arcanjos e Anjos. Todos contemplam Deus e são atraídos por ele, ao mesmo tempo que cada coro atrai os demais.

97. Paraíso — Canto XXIX

No original: Paraíso › XXIX

Beatriz explica que Deus criou os anjos juntamente com os céus, dando-lhes forma, matéria e ordem, e que os rebeldes foram precipitados no Inferno por soberba, enquanto os fiéis permaneceram voltados para Deus. Ela esclarece que os anjos contemplam Deus sem desviar o olhar e censura os filósofos que propagam opiniões vaidosas e os pregadores que inventam histórias em vez de anunciar a verdade. Também condena os que vendem indulgências por dinheiro e enganam os fiéis. Por fim, afirma que a multidão dos anjos não pode ser contada e que eles recebem a luz divina em diferentes graus.

98. Paraíso — Trinta

No original: Paraíso › XXX

Os coros angélicos desaparecem, e Dante volta a contemplar Beatriz, que lhe anuncia que chegaram ao Empíreo, céu de luz intelectual e amor ardente. Uma luz o envolve; Beatriz explica que o amor que extasia esse céu saúda quem chega, e Dante passa a enxergar com mais clareza. Ele vê um rio luminoso, cujas centelhas emergem entre flores e retornam às águas; ao mergulhar os olhos, reconhece a forma de uma grande rosa, onde estão as almas bem-aventuradas e as cortes celestes. Beatriz aponta uma cadeira reservada a Henrique, que virá à Itália para assumir o manto de Augusto, e anuncia a futura queda de um pontífice que não será digno de acompanhá-lo.

99. Trinta e Um

No original: Paraíso › XXXI

Dante contempla a rosa celeste, onde os anjos voam entre os bem-aventurados, levando-lhes ardor e paz. Ao procurar Beatriz, encontra São Bernardo, que lhe explica que ela voltou ao seu trono e o orienta a olhar para a Virgem Maria. Dante agradece a Beatriz por tê-lo conduzido à salvação e a vê coroada de luz. Guiado por Bernardo, contempla Maria, cercada por anjos, e percebe a alegria que sua presença inspira.

100. Paraíso — Canto XXXII

No original: Paraíso › XXXII

São Bernardo explica a Dante a disposição dos santos na rosa do Paraíso: de um lado estão os que creram em Cristo por vir e, do outro, os que creram depois de sua chegada; Maria divide as partes, e abaixo dela ficam mulheres hebreias e crianças que morreram antes de poder discernir. Ele esclarece que as crianças recebem diferentes graus de graça e que, após o anúncio da Graça, a inocência sem batismo não basta para a salvação. Dante contempla os anjos saudando Maria e pergunta quem é o anjo que a observa com tanto amor; Bernardo responde que foi ele quem levou a palma à Virgem quando o Filho de Deus quis assumir a natureza humana. Em seguida, Bernardo aponta figuras próximas de Maria e pede que Dante volte o olhar para Deus e suplique a ajuda da Virgem.

101. Paraíso — Canto XXXIII

No original: Paraíso › XXXIII

São Bernardo pede à Virgem que ajude Dante a contemplar Deus, e seus rogos são atendidos. Diante da Luz eterna, Dante vê três círculos de igual dimensão e, no círculo médio, a efígie humana; tenta compreender como a imagem humana se une ao círculo. Um fulgor lhe ilumina a mente e revela o mistério da união da natureza divina com a humana. Ao fim da visão, sua vontade se move em harmonia com o Amor que move o Sol e as estrelas.

Para ler a obra inteira

Divina Comédia

Dante Alighieri

Ver oferta de Divina Comédia na Amazon, link de afiliado, abre em nova aba

Converse com a Clara

Olá! Eu sou a Clara, a guia do Clara Filosofia. Pode me perguntar sobre as conversas, os livros e as ideias do site: eu procuro no nosso acervo e mostro de onde tirei.

A conversa com a Clara é para quem assina. Na conta grátis, as respostas às perguntas no meio das páginas viram créditos para perguntar a ela.

Entrar ou criar contaVer os planos

Abrindo a conversa…

Privacidade e cookies. Usamos cookies e tecnologias parecidas para medir a audiência e mostrar anúncios do Google. Você escolhe se eles podem usar os seus dados. Política de cookies · Privacidade