Resumo por capítulo
Materialismo e empiriocriticismo
Por Vladimir Lênin
O resumo de cada capítulo de “Materialismo e empiriocriticismo”, de Vladimir Lênin.
8 capítulos · texto em russo
Capítulos
Os resumos
2. Предисловие к первому изданию
Lênin critica autores que se dizem marxistas, mas atacam o materialismo dialético, embora Marx e Engels tenham chamado assim suas concepções filosóficas. Afirma que esses autores recorrem a teorias apresentadas como recentes, mas evitam declarar claramente seu afastamento de Marx e Engels, caracterizando essa atitude como revisionismo filosófico. Diz que pretende demonstrar no livro em que eles se equivocam ao apresentar ideias confusas e reacionárias como marxismo.
3. Предисловие ко второму изданию
Esta edição difere da anterior apenas por algumas correções e, espera o autor, será útil como introdução à filosofia marxista, ao materialismo dialético e às conclusões filosóficas das descobertas recentes das ciências naturais, independentemente da polêmica com os «machistas» russos. Como não pôde conhecer os últimos escritos de Bogdanov, Lenin aponta que o artigo de V. I. Nevsky oferece as indicações necessárias. Segundo Lenin, Nevsky pôde constatar que Bogdanov apresenta concepções burguesas e reacionárias sob o rótulo de «cultura proletária».
4. Вместо введения
Lênin sustenta que os argumentos dos empiriocriticistas contra o materialismo já aparecem na filosofia idealista de Berkeley, que nega a existência de objetos fora da mente e define as coisas como combinações de sensações. Berkeley considera a matéria inexistente, mas afirma que a natureza e o conhecimento científico podem ser aceitos se as sensações forem atribuídas à ação de Deus. O capítulo contrapõe essa posição ao materialismo e ao ceticismo de Hume, e apresenta as ideias materialistas de Diderot sobre a sensação como propriedade da matéria organizada. Lênin conclui que os machistas não formularam contra o materialismo nenhum argumento que Berkeley já não tivesse apresentado.
5. Глава I (parte 1)
Lênin contrapõe a teoria de Mach, segundo a qual os corpos são complexos de sensações, ao materialismo, que considera a matéria externa e independente da consciência como primária, e as sensações como imagens do mundo. Ele sustenta que a posição de Mach conduz ao idealismo subjetivo e ao solipsismo, embora entre em conflito com afirmações sobre processos físicos no organismo e no cérebro. A noção de “elementos” e as revisões de Mach e Avenarius, para Lênin, misturam premissas idealistas com concessões materialistas sem resolver a contradição. Também rejeita que a coordenação inseparável entre o eu e o ambiente preserve o realismo ingênuo: este consiste em reconhecer que o mundo existe independentemente de nossas sensações.
6. Глава I (parte 2)
Lênin sustenta que a coordenação de Avenarius, ao vincular inseparavelmente sujeito e objeto, conduz ao idealismo subjetivo, apesar de sua pretensão de realismo. O problema se evidencia na existência da Terra antes dos seres humanos: as tentativas de Avenarius, Petzoldt e Willy para conciliá-la com a teoria são, segundo o autor, inconsistentes. Lênin afirma que só o materialismo reconhece que o mundo externo existe independentemente da consciência e que o pensamento é função do cérebro, tese negada por Avenarius por meio da doutrina da introjeção. Por fim, argumenta que as ideias de Mach e Avenarius levam ao solipsismo, embora seus defensores rejeitem essa conclusão.
7. Глава II (parte 1)
Lênin sustenta que, para o materialismo de Engels, existem coisas independentemente da consciência e os sentidos fornecem imagens do mundo exterior; a prática permite verificar essas imagens, e o conhecimento avança do não sabido ao saber mais completo. Critica Tchernov e Bazarov por distorcerem Engels e confundirem materialismo com agnosticismo e idealismo, e recorre a Feuerbach e Dietzgen para negar uma separação intransponível entre fenômeno e coisa em si. Em seguida, distingue a existência de verdades objetivas da questão de serem conhecidas de modo absoluto ou relativo. Rejeita a definição de Bogdánov, segundo a qual a verdade objetiva seria experiência socialmente organizada, e afirma que negar a verdade independente do sujeito abre espaço para o fideísmo.
8. Глава II (parte 2)
Lênin afirma que reconhecer a realidade objetiva como fonte das sensações é assumir uma posição materialista; negá-la conduz ao subjetivismo e ao agnosticismo. Critica Mach e Avenarius por apresentarem uma filosofia que, segundo ele, oscila entre tratar os corpos como complexos de sensações e admitir elementos independentes dos sentidos. Para o materialismo, as sensações são imagens da realidade objetiva, que existe independentemente delas e pode ser cada vez mais conhecida pela ciência. Por isso, “matéria” designa filosoficamente essa realidade, e o conceito não se torna obsoleto com novas descobertas sobre a estrutura da matéria.
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