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Resumo por capítulo

Meditações sobre Filosofia Primeira

Por René Descartes

O resumo de cada capítulo de “Meditações sobre Filosofia Primeira”, de René Descartes.

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9 capítulos · texto em inglês

Capítulos

  1. 01Letter of Dedication
  2. 02Preface to the Reader
  3. 03Synopsis
  4. 04Meditação I
  5. 05Meditação II
  6. 06Meditação III
  7. 07Meditação IIII
  8. 08Meditação V
  9. 09Meditação VI

Os resumos

1. Letter of Dedication

Descartes dedica o tratado aos doutores da Faculdade de Teologia de Paris e explica que pretende demonstrar, pela razão natural, a existência de Deus e a distinção entre a alma humana e o corpo. Considera essas demonstrações importantes para persuadir os que não aceitam a fé e para refutar argumentos contra a imortalidade da alma. Afirma que apresenta os principais argumentos, que julga altamente certos, embora difíceis de compreender sem preconceitos e sem dependência dos sentidos. Pede à Faculdade que examine, corrija e aperfeiçoe o tratado e, se considerar as provas claras, lhes conceda sua aprovação pública.

2. Preface to the Reader

Descartes explica que já havia abordado brevemente a existência de Deus e a natureza da alma, e esclarece duas objeções: dizer que a mente é apenas uma coisa pensante descrevia o que percebia claramente, não concluía ainda tudo sobre sua essência; e a ideia de algo mais perfeito pode ser considerada pelo que representa, não apenas como ato do entendimento. Afirma que as críticas à existência de Deus frequentemente atribuem afetos humanos à divindade ou supõem que a mente finita pode compreender o infinito. Apresenta as Meditações como investigação de Deus, da alma e dos princípios da filosofia primeira, destinada a leitores dispostos a refletir sem preconceitos. Pede que leiam a obra inteira e também as objeções e respostas antes de julgar suas conclusões.

3. Synopsis

A sinopse apresenta o percurso das seis Meditações: a dúvida geral afasta os preconceitos e os sentidos, e, na Segunda, a mente reconhece que existe mesmo ao duvidar, distinguindo-se do corpo. Também são expostas as razões para considerar mente e corpo substâncias distintas e para sustentar que a corrupção do corpo não implica a destruição da mente. A Terceira trata da existência de Deus; a Quarta, da verdade do que é percebido clara e distintamente e da natureza do erro; e a Quinta, da natureza corpórea e de outra demonstração da existência de Deus. Na Sexta, distinguem-se entendimento e imaginação, examinam-se os erros dos sentidos e apresentam-se razões para inferir a existência de objetos materiais, embora o conhecimento da mente e de Deus seja considerado mais certo e evidente.

4. Meditação I

No original: Meditation I

Descartes decide suspender suas crenças antigas para encontrar algo seguro, pois muitas opiniões recebidas pelos sentidos podem ser duvidosas. A possibilidade de estar sonhando põe em questão a realidade do corpo e das coisas ao redor, embora verdades matemáticas pareçam resistir a essa dúvida. Ele também considera que um Deus onipotente poderia permitir erros até em cálculos simples; mesmo sem admitir a existência de Deus, a origem de seu pensamento poderia torná-lo sujeito ao engano. Para não voltar a aceitar opiniões apenas por hábito, imagina um demônio poderoso e enganador e resolve evitar qualquer assentimento ao que possa ser falso, embora reconheça que é difícil abandonar suas crenças habituais.

5. Meditação II

No original: Meditation II

Descartes retoma a dúvida e conclui que, mesmo que tudo o mais seja falso ou que um ser poderoso o engane, ele existe enquanto pensa: «eu sou, eu existo». Ao examinar o que é, rejeita como incertos os atributos do corpo e reconhece como essencial o pensamento, que inclui duvidar, compreender, afirmar, negar, querer, imaginar e perceber. O exemplo da cera mostra que sua identidade persiste apesar das mudanças de cor, forma, cheiro e consistência; por isso, ela não é conhecida propriamente pelos sentidos ou pela imaginação, mas pelo entendimento. Assim, se o próprio corpo é apreendido pelo intelecto, a mente, que o apreende, é conhecida com ainda mais clareza.

6. Meditação III

No original: Meditation III

Descartes examina o que pode conhecer com certeza e distingue ideias, volições e juízos, observando que o erro surge sobretudo ao julgar que as ideias se parecem com coisas externas. Como a ideia de Deus representa uma substância infinita e perfeita, ela contém mais realidade do que ele, ser finito, poderia produzir; por isso, deve ter sido causada por um ser realmente infinito. Ele também argumenta que não pode ser a causa de sua própria existência nem conservar-se por si mesmo, concluindo que Deus existe e que a ideia divina foi nele implantada. Sendo perfeito, Deus não pode ser enganador; ao final, Descartes contempla seus atributos.

7. Meditação IIII

No original: Meditation IIII

Descartes afirma que Deus, sendo perfeito, não pode enganá-lo; o erro decorre da limitação humana. Ele surge quando a vontade, mais ampla que o entendimento, julga questões que não são percebidas com clareza e distinção. O entendimento, por si só, não erra: cabe suspender o juízo quando faltam evidências suficientes. Assim, ao restringir a vontade ao que é claramente compreendido e distinguir essas ideias das obscuras e confusas, é possível evitar o erro e alcançar a verdade.

8. Meditação V

No original: Meditation V

Descartes examina as ideias de coisas materiais e afirma que figuras, números e propriedades geométricas têm naturezas imutáveis, não inventadas por ele, mesmo que não existam fora do pensamento. A partir da ideia de um ser sumamente perfeito, argumenta que a existência, sendo uma perfeição, não pode ser separada da essência de Deus; portanto, Deus existe. Como Deus não é enganador, tudo o que é percebido clara e distintamente é verdadeiro, e essa certeza permanece mesmo quando já não se acompanha a demonstração. Conclui que o conhecimento perfeito das demais coisas depende do conhecimento de Deus.

9. Meditação VI

No original: Meditation VI

Descartes distingue a imaginação da intelecção e considera que a primeira sugere, mas não prova por si só, a existência de corpos. Argumenta que a mente é uma substância pensante, indivisível e distinta do corpo, que é extenso e divisível; conclui, porém, que corpos existem, embora nem sempre sejam como os sentidos os apresentam. A união íntima entre mente e corpo explica sensações como dor, fome e sede, que orientam a preservação do organismo, mas podem enganar em certas circunstâncias. Como os sentidos costumam informar corretamente sobre o que favorece ou prejudica o corpo, e podem ser examinados em conjunto com memória e entendimento, é possível corrigir erros, embora a vida ainda esteja sujeita a enganos em casos particulares.

Para ler a obra inteira

Meditações sobre Filosofia Primeira

René Descartes

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