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Resumo por capítulo
Por Eça de Queirós
O resumo de cada capítulo de “O Mandarim”, de Eça de Queirós.

10 capítulos · texto em português
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Theodoro, amanuense que ganha vinte mil réis por mês, leva uma vida modesta e sonha com os prazeres que o dinheiro poderia proporcionar. Ao ler num livro antigo que pode herdar a fortuna de um mandarim chinês se tocar uma campainha, recebe a visita de um homem de negro, que o incentiva e justifica a morte do desconhecido. Seduzido pela promessa de riqueza, Theodoro toca a campainha; o visitante anuncia que Ti-Chin-Fú morreu e vai embora. Ao voltar ao corredor, Theodoro ouve que quem saiu foi Cabrita, e, ao reler o livro, já não encontra nele nada de extraordinário.
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Depois de enriquecer, Teodoro instala-se com luxo, mas a descoberta de que Cândida escreve a um alferes o leva a abandonar os ideais amorosos e a viver entre prazeres e excessos. Apesar da fortuna e das honrarias, sente-se atormentado por ter matado Ti-Chin-Fú e imagina o sofrimento da família do mandarim e a decadência da China. Ora, manda celebrar missas e ergue uma catedral, sem encontrar alívio; depois viaja e mergulha em novas orgias. Por fim, decide ir à China, procurar a família de Ti-Chin-Fú, ajudá-la, obter do Imperador o botão de cristal de mandarim e substituir a personalidade desaparecida, restaurando à pátria ao menos a força do ouro; então parte rumo ao Oriente.
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Depois de se recuperar no convento, Teodoro decide deixar a China, mas envia a Camilloff instruções para entregar seus milhões à família de Ti-Chin-Fú. A resposta do general revela que há várias famílias com esse nome e que a família procurada vive em Cantão; Teodoro se recusa a continuar a busca e conclui que Ti-Chin-Fú está satisfeito. Ele doa dinheiro aos pobres do convento e parte para a Europa, mas, durante a viagem, volta a ver a figura de Ti-Chin-Fú, que o acompanha até Lisboa.
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Convencido de que não poderia aplacar Ti-Chin-Fú, o narrador abandona o luxo e volta à pobreza e ao trabalho de amanuense, mas passa a sofrer ofensas de todos que antes o bajulavam. Indignado, retoma sua fortuna, e Lisboa volta a adulá-lo, embora ele se torne cada vez mais soturno e deseje a paz da miséria. Ao reencontrar o homem de preto, implora que o liberte das riquezas e ressuscite o Mandarim, mas recebe uma recusa. Sentindo-se morrer, lega os milhões ao Demônio e deixa aos homens o conselho de não matar o Mandarim, embora conclua que o leitor faria o mesmo para herdar a fortuna.
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