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Resumo por capítulo

Poética

Por Aristóteles

O resumo de cada capítulo de “Poética”, de Aristóteles.

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31 capítulos · texto em português

Capítulos

  1. 01Texto (sem resumo)
  2. 02Ao Illustrissimo Senhor D. Domingos José de Assís Mascarenhas (sem resumo)
  3. 03Introducção á Poetica de Aristoteles
  4. 04Capítulo I
  5. 05Capítulo II
  6. 06Capítulo III
  7. 07Capítulo IV
  8. 08Capítulo V
  9. 09Capítulo VI
  10. 10Capítulo VII
  11. 11Da Verossimilhança na Fábula
  12. 12Capítulo IX
  13. 13Capítulo X (sem resumo)
  14. 14Capítulo XI
  15. 15Capítulo XII
  16. 16Capítulo XIII
  17. 17Capítulo XIV
  18. 18Capítulo XV
  19. 19Capítulo XVI
  20. 20Capítulo XVII
  21. 21Capítulo XVIII
  22. 22Do Nó e da Solução da Fábula
  23. 23Capítulo XX (sem resumo)
  24. 24Capítulo XXI
  25. 25Das Partes da Dicção
  26. 26Das Diversas Espécies de Nomes
  27. 27Capítulo XXIV
  28. 28Capítulo XXV
  29. 29Capítulo XXVII
  30. 30Capítulo XXVI
  31. 31Capítulo XXVIII

Os resumos

3. Introducção á Poetica de Aristoteles

A introdução defende que o estudo das regras poéticas é útil e necessário tanto para julgar poemas quanto para compô-los, pois a natureza dos poetas pode apresentar falhas que a arte ajuda a corrigir. Apresenta a Poética de Aristóteles como o principal legado antigo sobre poesia, elaborado a partir de suas reflexões e do conhecimento dos poemas e das práticas gregas. Afirma que a obra chegou incompleta, mas conserva ensinamentos gerais sobre poesia e, especialmente, sobre tragédia e epopeia. Destaca a organização, o método e a concisão do tratado, observando que esses últimos aspectos contribuem para a dificuldade de alguns trechos. A introdução explica que a tradução busca facilitar sua leitura e anuncia um comentário para esclarecer o texto.

4. Capítulo I

No original: I

Aristóteles afirma que a epopeia, a tragédia, a comédia, a poesia ditirâmbica e certas artes musicais são formas de imitação. As artes diferem pelos meios usados, pelos objetos imitados e pelo modo de imitar; neste capítulo, trata dos meios, que incluem ritmo, palavra e harmonia, usados juntos ou separadamente. A aulética e a citarística empregam ritmo e harmonia; a dança, ritmo; e a epopeia, prosa ou versos. O metro, por si só, não torna alguém poeta: é a imitação que distingue a poesia de textos versificados sobre outros assuntos. Ditirambos, nomos, tragédia e comédia podem combinar ritmo, harmonia e metro.

5. Capítulo II

No original: II

Como a imitação representa homens em ação, que se distinguem pelo vício ou pela virtude, os poetas podem representá-los melhores, semelhantes ou piores do que são. Essa variedade aparece na pintura, na música, na dança, na epopeia e em outros gêneros. A tragédia imita homens melhores do que os ordinários, enquanto a comédia os representa piores.

6. Capítulo III

No original: III

Aristóteles distingue três aspectos da imitação: os meios usados, os objetos imitados e o modo de imitá-los. Quanto ao modo, pode-se narrar, falando como outra pessoa ou na própria voz, ou apresentar personagens agindo. Assim, Sófocles se assemelha a Homero por ambos imitarem homens bons e a Aristófanes por ambos representarem pessoas em ação. O capítulo também registra reivindicações dos dórios e dos megáricos pela invenção da tragédia e da comédia, apoiadas em argumentos sobre nomes e costumes linguísticos.

7. Capítulo IV

No original: IV

A poesia tem duas causas naturais: a imitação, pela qual o homem aprende e sente prazer, e a harmonia e o ritmo. Conforme o temperamento dos primeiros poetas, surgiram composições que imitavam ações nobres ou ridicularizavam e censuravam; dessas tradições desenvolveram-se a poesia heroica, a cômica e a trágica. A tragédia evoluiu gradualmente em seus atores, coro, encenação, enredo, dicção, metro e episódios; a comédia também se formou aos poucos, embora seus primeiros progressos sejam menos conhecidos. A comédia imita pessoas inferiores pelo ridículo, defeito sem dor nem destruição. A epopeia, como a tragédia, imita pessoas boas em linguagem métrica, mas é narrativa, usa um só metro e não tem duração determinada; quem julga uma tragédia também pode julgar uma epopeia.

8. Capítulo V

No original: V

Aristóteles define a tragédia como imitação de uma ação grave, inteira e de extensão adequada, que, por meio da compaixão e do terror, purga paixões semelhantes. Suas seis partes são fábula, costumes, dicção, sentença, aparato e melopéia. A fábula, isto é, a composição das ações, é a parte mais importante e como que a alma da tragédia: esta imita ações e a vida, não simplesmente os homens, e pode existir sem costumes, mas não sem ação. Peripécias e reconhecimentos, que proporcionam deleite, pertencem à fábula; já o aparato deleita, mas é menos próprio da poética, pois a tragédia pode subsistir sem representação teatral.

9. Capítulo VI

No original: VI

Aristóteles afirma que a fábula é a parte primeira e principal da tragédia e deve imitar uma ação completa, com princípio, meio e fim, sem começar ou terminar ao acaso. Como a beleza depende da ordem e de uma grandeza apreensível, a fábula precisa ter extensão que a memória possa compreender como um todo. A duração da representação não é determinada pela arte, mas, quanto à extensão adequada, uma tragédia será mais bela se for tão longa quanto se possa apreendê-la claramente por inteiro. Seu limite próprio é a extensão em que os acontecimentos, seguindo uma ordem provável ou necessária, conduzem da desgraça à fortuna ou da fortuna à desgraça.

10. Capítulo VII

No original: VII

A unidade da fábula não depende de a história tratar de uma só pessoa: muitos acontecimentos da vida de alguém não formam necessariamente uma ação única. Aristóteles critica os poetas que reuniram todas as ações de Hércules em um só poema. Homero, ao compor a Odisseia, selecionou os acontecimentos ligados a uma única ação, sem incluir episódios cuja ocorrência não decorria necessária ou provavelmente de outros. A fábula deve imitar uma ação inteira, cujas partes sejam tão ligadas que retirar ou deslocar uma delas altere o todo.

11. Da Verossimilhança na Fábula

No original: VIII

O poeta deve representar o que poderia ou deveria acontecer, não apenas relatar fatos ocorridos; por isso, a poesia trata de ações gerais segundo a verossimilhança ou a necessidade, enquanto a história relata acontecimentos particulares. Na comédia, os nomes dos personagens costumam ser inventados; na tragédia, em geral se mantêm nomes conhecidos, embora também possam ser fictícios, sem que isso diminua o deleite. O poeta é sobretudo autor de fábulas, e pode incorporar fatos reais quando estes são possíveis e verossímeis. As fábulas episódicas, cujos episódios não se ligam por necessidade ou verossimilhança, são as piores; poetas medíocres as compõem por falha própria, e os bons podem fazê-lo para agradar aos espectadores nos certames.

12. Capítulo IX

No original: IX

A tragédia imita uma ação completa e também acontecimentos terríveis e dignos de compaixão, cujo efeito é especialmente maravilhoso quando um fato inesperado decorre de outro. Esse efeito é maior do que quando os acontecimentos parecem fruto do acaso: até entre os acidentais, parecem mais maravilhosos os que dão a impressão de terem ocorrido de propósito. Aristóteles ilustra isso com a estátua de Mitys, que caiu sobre seu assassino durante jogos públicos e o matou. Por não parecerem obra do acaso, tais acontecimentos tornam as fábulas mais belas.

14. Capítulo XI

No original: XI

A peripecia é a mudança de uma situação para seu contrário, ocorrida de modo verossímil ou necessário; o mensageiro que pretendia tranquilizar Édipo acaba revelando sua identidade. A agnição é a passagem da ignorância ao conhecimento e pode envolver pessoas, objetos ou o reconhecimento de que alguém fez ou não fez algo. A agnição acompanhada de peripecia é a mais própria da fábula e da ação, pois produz compaixão ou terror e conduz à felicidade ou à desgraça; ela pode reconhecer uma pessoa por outra ou exigir o reconhecimento mútuo. A terceira parte da fábula é a perturbação: uma ação destrutiva ou dolorosa, como mortes, dores intensas e ferimentos.

15. Capítulo XII

No original: XII

As partes de quantidade da tragédia são o prólogo, o episódio, o êxodo e o coro, que se divide em párodo e estásimo. O prólogo vem antes da entrada do coro; o episódio fica entre cantos completos do coro; e o êxodo é a parte após a qual não há canto coral. O párodo é o primeiro discurso de todo o coro, enquanto o estásimo é um canto coral sem anapesto nem troqueu. O commo é a lamentação conjunta do coro e dos atores.

16. Capítulo XIII

No original: XIII

Para suscitar terror e compaixão, a tragédia não deve mostrar um homem virtuoso passando da felicidade à desgraça, nem um homem mau passando da desgraça à felicidade ou da felicidade à desgraça. O caráter adequado é o de alguém ilustre, nem muito virtuoso nem perverso, que cai em infortúnio por erro ou defeito, e não por maldade. A tragédia mais bela apresenta essa passagem da fortuna à desgraça; por isso, Aristóteles defende os desfechos infelizes de Eurípedes. Já as tramas em que inimigos se reconciliam e ninguém morre são mais próprias da comédia.

17. Capítulo XIV

No original: XIV

O terror e a compaixão na tragédia devem nascer sobretudo do encadeamento dos acontecimentos, não do aparato cênico, pois esse depende do custo e não da arte do poeta. A fábula deve ser construída de modo que os fatos provoquem horror e compaixão até em quem apenas os ouve, sem ver a cena. Recorrer a acontecimentos monstruosos em vez de terríveis afasta-se da tragédia, que deve buscar o prazer próprio dela: o que nasce da compaixão e do terror por meio da imitação.

18. Capítulo XV

No original: XV

Aristóteles distingue ações trágicas entre inimigos, pessoas indiferentes e amigos, afirmando que as calamidades entre parentes e amigos são as mais adequadas para despertar terror e compaixão. Entre as ações atrozes, considera pior quando alguém sabe que fará o mal, mas não o executa; é melhor que o cometa sem saber e só depois reconheça a vítima, e melhor ainda que a reconheça antes de agir e interrompa a ação. Como há poucas famílias marcadas por tais infortúnios, os poetas recorrem a acontecimentos recebidos e os acomodam na composição das fábulas.

19. Capítulo XVI

No original: XVI

Aristóteles afirma que os costumes das personagens devem reunir quatro condições: ser bons, convenientes, semelhantes e constantes, ainda que a personagem representada seja inconstante. Os acontecimentos devem decorrer dos costumes e da trama segundo a necessidade ou a verossimilhança; por isso, a solução não deve depender de uma máquina, salvo para fatos externos à tragédia, passados e desconhecidos ou futuros que precisem ser anunciados. Nada do que é representado deve contrariar a razão, exceto quando ocorre fora da tragédia. Ao imitar personagens, o poeta deve preservar sua semelhança e, como o bom pintor, representá-las de modo mais belo.

20. Capítulo XVII

No original: XVII

Aristóteles distingue cinco espécies de reconhecimento: pelos sinais, inventado pelo poeta, pela reminiscência, por silogismo e por paralogismo dos espectadores. Os sinais podem ser naturais ou exteriores, e seu uso é mais ou menos engenhoso; os reconhecimentos ligados à peripécia são melhores que os usados apenas para persuadir. O reconhecimento mais perfeito nasce dos próprios acontecimentos e produz surpresa por meio de fatos prováveis, sem depender de sinais inventados; em seguida vêm os que se dão por silogismo.

21. Capítulo XVIII

No original: XVIII

O poeta deve compor primeiro o plano da fábula e tê-lo claramente diante dos olhos, para perceber o que convém e evitar incoerências. Também deve representar os acontecimentos, tanto quanto possível, por gestos e ações, pois a emoção vivida pelo poeta ajuda a despertar emoção nos outros. Depois de estabelecer a fábula em geral, deve acrescentar os nomes das personagens e criar episódios adequados. Nos dramas, os episódios são breves; na epopeia, podem ocupar maior extensão, como ocorre na história de Odisseu, cujo núcleo é sua viagem, o retorno à casa e a derrota dos inimigos, enquanto os demais acontecimentos são episódios.

22. Do Nó e da Solução da Fábula

No original: XIX

Toda tragédia se compõe de nó e solução: o nó vai do início até a mudança, e a solução, dessa mudança até o fim. Há quatro tipos de tragédia: complexa, patética, moral e simples; convém aos poetas empregar todos ou ao menos a maior parte deles. Tragédias com o mesmo enredo e a mesma solução são semelhantes, e ambas as partes devem ser bem construídas, sem transformar a peça num conjunto épico de muitas fábulas. Nas peripécias e nas ações simples, a tragédia pode alcançar seu efeito, inclusive quando acontecimentos que excedem a verossimilhança ainda parecem verossímeis.

24. Capítulo XXI

No original: XXI

Aristóteles afirma que a Sentença abrange os elementos do discurso, como provar, refutar, despertar paixões e elevar ou rebaixar algo; seu tratamento cabe mais propriamente à Retórica. Nos dramas, essas formas devem ser usadas quando necessário para apresentar o que é digno de compaixão, terrível, grandioso ou verossímil, mas sem artifício aparente, ao contrário da oração, em que o efeito depende da preparação do orador. Quanto à Dicção, os modos de pronunciar — como ordenar, rogar, narrar, ameaçar, perguntar e responder — pertencem à arte dos representantes, não à Poética, e ficam fora de seu estudo.

25. Das Partes da Dicção

No original: XXII

O capítulo enumera oito partes da dicção: letra, sílaba, conjunção, nome, verbo, artigo, caso e oração. A letra é um som indivisível capaz de formar um som inteligível; divide-se em vogal, semivogal e muda, conforme sua capacidade de produzir som. A sílaba é uma voz não significante formada por uma muda e outra letra com som; conjunção e artigo são vozes não significantes, com funções de ligação ou de indicação de partes do discurso. Nome é uma voz composta que significa sem tempo, e verbo, uma voz composta que significa com tempo; o caso pode indicar relações, número ou tom e modo. A oração é uma voz composta e significante, cujas partes podem ter significação própria, e é una por significar uma só coisa ou por reunir várias com conjunção.

26. Das Diversas Espécies de Nomes

No original: XXIII

O capítulo classifica os nomes em simples e compostos, que podem reunir vozes significantes ou combinar uma significante com outra insignificante; também admite nomes com três ou quatro partes. Divide os nomes em próprios, dialetos, metáforas, ornamentos, inventados, aumentados, diminuídos e mudados: próprio é o nome usado por todos, enquanto dialeto é o usado pelos outros, conforme as pessoas a que se refere. A metáfora substitui um nome por outro, do gênero pela espécie, da espécie pelo gênero, de uma espécie por outra ou por analogia; também pode expressar relações para as quais não há nome próprio. O texto explica ainda como se formam nomes inventados, aumentados, diminuídos e mudados, e distingue nomes masculinos, femininos e médios conforme suas terminações.

27. Capítulo XXIV

No original: XXIV

A dicção deve ser clara sem ser humilde: os termos próprios dão clareza, enquanto palavras estrangeiras, metáforas e outras formas afastadas do uso comum conferem nobreza. O acúmulo desses recursos pode produzir enigmas ou barbarismos, por isso é necessário combiná-los com moderação e decoro; extensões, diminuições e mudanças de palavras também podem evitar a vulgaridade sem comprometer a clareza. Nos versos, as expressões figuradas e os termos não usuais podem torná-los mais elevados que os nomes próprios. O uso adequado de cada recurso exige discernimento, e criar boas metáforas depende de perceber semelhanças; nomes compostos convêm sobretudo aos ditirambos, dialetos aos versos heroicos e metáforas aos jambos.

28. Capítulo XXV

No original: XXV

A fábula épica deve ser dramática e tratar de uma ação inteira e completa, com princípio, meio e fim, cuja unidade produza o prazer próprio da obra. Ela não deve se assemelhar às histórias que apenas narram tudo o que ocorreu em certo período, pois acontecimentos simultâneos ou sucessivos podem não conduzir a um único fim. Homero se distingue por não tentar narrar toda a guerra de Troia: escolhe uma parte e a entretece com episódios. Já obras como os Cíprios e a Pequena Ilíada reúnem muitas ações, das quais poderiam resultar várias tragédias.

29. Capítulo XXVII

No original: XXVII

Aristóteles distingue defeitos próprios da poesia, como escolher imitações impossíveis, de erros acidentais, relativos a outras artes ou conhecimentos. As objeções podem ser respondidas considerando se o poeta representa as coisas como foram, como são, como devem ser ou como se diz que são, além de avaliar a ação, seus agentes, circunstâncias e motivos. Para interpretar passagens controversas, convém examinar o dialeto, as metáforas, os acentos, a pontuação, as ambiguidades e os usos e sentidos possíveis das palavras. O impossível deve ser julgado em relação à poesia, ao que é melhor ou à opinião comum: pode ser preferível algo impossível, mas verossímil, a algo possível, mas incrível. As críticas classificam-se como acusações de impossibilidade, absurdo, maldade, contradição ou violação das regras da arte.

30. Capítulo XXVI

No original: XXVI

A epopeia compartilha com a tragédia suas espécies e partes, exceto a melodia e a decoração, e deve incluir peripécias, reconhecimentos e paixões. Distingue-se da tragédia por sua maior extensão e pelo metro heroico: como narração, pode apresentar ações simultâneas e episódios variados, enquanto o metro heroico é o mais apropriado e majestoso. O maravilhoso cabe especialmente à epopeia, pois os acontecimentos não são vistos diretamente, e o poeta pode torná-lo agradável por meio de falsidades convenientes. Convém preferir o impossível verossímil ao possível incrível e evitar incoerências, ou justificá-las fora da fábula; a dicção brilhante deve ser reservada a trechos sem caráter ou pensamento, pois pode encobri-los.

31. Capítulo XXVIII

No original: XXVIII

Aristóteles apresenta a objeção de que a epopeia seria superior por exigir menos gestos e recursos para espectadores mais hábeis, enquanto a tragédia dependeria da representação. Responde que essa crítica se dirige à atuação, não à poesia, e que gestos excessivos podem ser censurados sem condenar a tragédia, que também pode ser apreciada pela leitura. A tragédia reúne os elementos da epopeia e acrescenta música e aparato; além disso, é mais evidente e concentra sua imitação em menor extensão, o que proporciona maior prazer. Também possui mais unidade, pois a epopeia pode reunir várias ações. Por essas razões e por alcançar melhor o prazer próprio da arte, a tragédia é mais perfeita que a epopeia.

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