Resumo por capítulo
Utopia
Por Thomas More
O resumo de cada capítulo de “Utopia”, de Thomas More.

11 capítulos · texto em inglês
Capítulos
- 01Capítulo 1 (Parte 1) (parte 1) (sem resumo)
- 02Capítulo 1 (Parte 2) (parte 2)
- 03Introdução
- 04De suas cidades, particularmente de Amaurota
- 05Dos Magistrados
- 06Capítulo 4 (sem resumo)
- 07Do Comércio
- 08Do Modo de Viajar dos Utópicos
- 09Dos Escravos e dos Casamentos
- 10Da disciplina militar deles (sem resumo)
- 11Das Religiões dos Utópicos
Os resumos
2. Capítulo 1 (Parte 2) (parte 2)
Rafael sustenta que, diante de opiniões arraigadas, é preciso tentar reduzir os males sem abandonar a vida pública, mas afirma que a propriedade e o dinheiro impedem uma distribuição justa e uma sociedade feliz. Ele defende a organização dos utopianos, enquanto seus interlocutores questionam como uma comunidade sem propriedade poderia funcionar e ser governada. Depois de ser convidado a descrever a ilha, Rafael conta que Utopia tem cinquenta e quatro cidades e apresenta a organização das famílias rurais, cujos integrantes se revezam entre o campo e a cidade. Na época da colheita, os magistrados do campo informam aos da cidade quantos trabalhadores serão necessários, e estes enviam o número solicitado.
3. Introdução
Thomas More nasceu em Londres, em 1478, estudou em Oxford e Direito em Londres, entrou no Parlamento e ocupou cargos públicos, enfrentando o desagrado de Henrique VII ao se opor a um subsídio. Em 1515, foi enviado aos Países Baixos em missão diplomática, onde conheceu Peter Giles; no ano seguinte, voltou à região com Cuthbert Tunstal e esteve próximo de Erasmo. More escreveu Utopia em latim: a segunda parte, que descreve a ilha, provavelmente no fim de 1515, e a primeira, no início de 1516; o livro foi impresso pela primeira vez em Louvain, em 1516. A obra começa com fatos da missão diplomática e passa à ficção de Rafael Hitlodeu, sob a qual apresenta reflexões sobre problemas políticos e sociais.
4. De suas cidades, particularmente de Amaurota
As cidades da Utopia são muito semelhantes, e o narrador descreve Amaurota, sede do conselho supremo, onde viveu por cinco anos. Situada junto ao rio Anider e atravessada por outro curso d’água, a cidade tem muralhas, torres, um fosso e ruas bem protegidas; suas casas são uniformes, com portas para a rua e para jardins, e os moradores as trocam por sorteio a cada dez anos. Os jardins são cuidados com zelo e em espírito de emulação entre as ruas. Registros de 1.760 anos contam a história da cidade: de casas humildes, ela passou a ter edifícios de três andares, telhados resistentes ao fogo e ao clima e janelas de vidro ou tecido tratado.
5. Dos Magistrados
A cada ano, trinta famílias elegem um magistrado, e, para cada dez desses grupos, há outro magistrado. Os duzentos magistrados escolhem secretamente o Príncipe entre quatro candidatos indicados pelo povo; ele governa por toda a vida, salvo se houver suspeita de que pretende escravizar o povo. Os magistrados superiores reúnem-se a cada três dias com o Príncipe, e nenhuma decisão pública pode ser tomada sem três dias de debate no conselho; reuniões sobre assuntos de Estado fora dos órgãos oficiais são punidas com a morte. Propostas importantes são discutidas primeiro pelas famílias e pelos magistrados, e nunca no mesmo dia em que são apresentadas, para que a decisão seja ponderada e não tomada às pressas.
6. Capítulo 4
7. Do Comércio
As famílias e cidades regulam sua população, transferindo habitantes entre si e fundando colônias em terras pouco cultivadas; se os nativos não aceitam suas leis, os utopianos os expulsam. Nas cidades, os bens são levados a depósitos comuns, de onde cada família retira o que precisa sem pagamento, e os cidadãos costumam comer juntos em salões; os doentes são atendidos nos hospitais. Primeiro, os hospitais recebem o que o médico prescreve; depois, as melhores provisões restantes são distribuídas aos salões, priorizando o príncipe, o sumo sacerdote, os traníboros, os embaixadores e os estrangeiros. As refeições seguem regras de serviço e lugares que honram os mais velhos, e incluem leituras, conversa e música; no campo, cada família come em casa e fornece alimentos à cidade.
8. Do Modo de Viajar dos Utópicos
Para visitar outras cidades, os utopianos obtêm autorização e levam passaporte, que fixa o prazo de retorno; para percorrer livremente o território de sua própria cidade, precisam da permissão do pai e do consentimento da esposa. Todos trabalham, e as cidades repartem provisões, mantêm reservas e exportam excedentes, destinando parte aos pobres de outros países. Como não usam dinheiro entre si, desprezam ouro e prata, empregados em objetos ligados à escravidão e à infâmia. Seus estudos e princípios morais valorizam a virtude, o bem comum e os prazeres que não prejudicam ninguém, considerando a saúde e os prazeres da mente especialmente importantes. Os utopianos também cultivam o conhecimento, estudam diversas áreas e aprendem línguas e técnicas, como a fabricação de papel e a impressão.
9. Dos Escravos e dos Casamentos
Os utopianos mantêm como escravos criminosos condenados e pessoas que se oferecem para servir, tratando estas últimas com maior consideração; aos doentes incuráveis oferecem cuidados e permitem que, sem coerção, escolham morrer com aprovação das autoridades religiosas e civis. Regulam rigorosamente o casamento, não admitem poligamia e só autorizam o divórcio em casos determinados; adultério e outros delitos podem ser punidos com escravidão. Valorizam a virtude por meio de honras públicas, têm poucas leis simples e dispensam advogados, cabendo a cada pessoa defender sua causa. Alguns povos vizinhos pedem magistrados utopianos para governá-los, mas Utopia evita alianças e tratados, considerando que os laços de humanidade e a benevolência devem unir os povos.
10. Da disciplina militar deles
11. Das Religiões dos Utópicos
Os utopianos seguem religiões diversas, mas reconhecem um Ser supremo e permitem que cada pessoa escolha sua crença, desde que não incite violência ou sedição. O capítulo descreve suas ideias sobre a vida após a morte, os sacerdotes, os ritos e os festivais religiosos, além da tolerância entre as diferentes fés. Ao concluir, Rafael critica a desigualdade e a busca por riqueza nas demais sociedades, contrapondo-as à vida comunitária de Utopia; o narrador elogia a constituição utopiana, mas ressalva que não concorda com tudo o que ouviu.

