Salto qualitativo
Embora a situação de prisão de membros significativos do EGPGC, as ações do grupo armado continuaram sendo dirigidas contra os interesses habituais, visando causar apenas danos materiais. Apenas uma semana após o envio da primeira declaração, o EGPGC fez explosionar sete bombas de mediana potência em Compostela, Corunha, Ferrol e Vigo, contra sucursais bancárias e a contra a elétrica Unión Fenosa. A polícia conseguiu desativar mais três bombas na Corunha. A decisão de não atacar a vida das pessoas constituia um dos factos diferenciais do Exército Guerrilheiro a respeito de outros grupos armados que agiam na época como os GRAPO, ETA no País Basco ou Terra Lliure em Catalunha. O manifesto publicado a 31 de agosto de 1988 confirmava, ademais, o rechaço de um confronto direto com as "forças de ocupação". E, nessa linha, o líder Árias Curto tinha assegurado que o EGPGC não iria atentar contra vidas humanas.


